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Crítica | Resenha do filme O Mestre (The Master – 2012)
Crítica | Resenha do filme O Mestre (The Master - 2012)

Crítica | Resenha do filme O Mestre (The Master – 2012)

Crítica | Resenha do filme O Mestre (The Master – 2012) – Muitos esperavam que o filme O Mestre fosse um  filme-denúncia, ou pelo menos que questionasse a cientologia, o famoso culto que encontrou em Hollywood o local ideal para sua difusão, e que tem Tom Cruise como seu maior porta-voz. Mas o longa se mostra mais um …

Nossas Notas

Direção - 9
Atores - 9
Roteiro - 8
Fotografia - 8
Efeitos especiais / Maquiagem - 8

8.4

Bom filme

Resumo: O Mestre é um exercício bem sucedido de interpretação de contrates e dualidade. É complexo e gera várias interpretações para inúmeros simbolismos.

Dê sua nota: Be the first one !
8

Crítica | Resenha do filme O Mestre (The Master – 2012) – Muitos esperavam que o filme O Mestre fosse um  filme-denúncia, ou pelo menos que questionasse a cientologia, o famoso culto que encontrou em Hollywood o local ideal para sua difusão, e que tem Tom Cruise como seu maior porta-voz. Mas o longa se mostra mais um drama que explora a origens dos cultos. E encontra em L. Ron Hubbard, criador da cientologia, apenas um ponto de partida. Existem várias afirmações sobre líderes religiosos que enriquecem às custas da fé e boa vontade da população. E há aqueles que tentam esse sucesso vendendo vários engôdos, televisionados ou não. Não vou entrar nesse mérito aqui, apenas dizer que o fato de uma ideologia existir por milhares de anos não a torna legítima.

Embora O Mestre seja inspirado no início da religião nomeada de  ”A Causa”, no filme a narrativa não procura condená-la diretamente, opta, em vez disso, por desenvolver os envolvidos em sua trama. São vários ótimos personagens, mas o foco é centrado na dinâmica entre Lancaster Dodd (Philip Seymor Hoffman), uma versão clara de Hubbard, e o jovem problemático Freddie Quell (Joaquin Phoenix). Os dois tentam uma saída em meio à insatisfação com o mundo que os cerca. Quando eles se encontram, estabelecem uma amizade inspirada em uma busca por uma alma e pensamento similar do que no amor ou mesmo no respeito.

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Philip Seymor Hoffman como Lancaster Dodd no filme O Mestre (The Master – 2012)

Freddie, durante uma fuga após uma bebedeira, acaba invadindo um barco de luxo que estava prestes a zarpar.Depois ele acaba sendo encontrado por Lancaster Dodd, o “Mestre” do título do filme. Fascinado pela simplicidade e sede de mudança que enxerga em Freddie, O Mestre aproveita a situação e faz do homem simples uma espécie de cobaia, e o introduz nos mistérios de sua teoria sobre seres interplanetários, viagens da consciência através do tempo e outras ideias retiradas de seus livros e idéias de ficção científica e adaptadas em um contexto de auto-ajuda. Ao trazer esse estranho ao convívio do grupo, Hubbard acaba irritando a sua controladora esposa Peggy (Adams) e altera o equilíbrio do núcleo central do culto.

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Joaquin Phoenix está ótimo no papel de Freddie Quell

As cenas em que o Mestre o submete aos primeiros passos do culto são impressionantes e aflitivas. Os embates, em diálogos muito bem escritos e com uma montagem muito bem feita, são fortes e muito fluidos, não deixando o expectador nem mesmo piscar.

Joaquin Phoenix está excelente em sua interpretação do destruído Freddie QuellSua postura corporal, com os ombros sempre arqueados e com uma dicção afetada, indica um personagem com dificuldades de expressar seus pensamentos. Philip Seymour Hoffman encarna um Lancaster Dodd que vive uma bem construída fachada de segurança, autoridade e autocontrole, mas  que vai cedendo às frustrações e à influência de Quell. Ao vermos o seu personagem ter um aspecto sereno, logo depois, ter fortes explosões de raiva torna o seu comportamento assustador e imprevisível. Por outro lado, a Peggy Dodd vivida por Amy Adams não se entrega a subterfúgios ou disfarces, o que, de certa forma, a transforma na figura mais forte do longa.

Crítica | Resenha do filme O Mestre (The Master - 2012)

Crítica | Resenha do filme O Mestre (The Master – 2012)

A direção de Paul Thomas Anderson é firme e valoriza a cada momento a dualidade entre os dois personagens principais. Esse paralelismo fica latente quando o cineasta utiliza planos e tomadas excepcionais. Um exemplo ocorre quando os dois estão em em celas vizinhas, separados apenas por barras de aço. Um mantém-se calmo e tenta parecer impassível, já o outro tem explosões de fúria que lembram um animal aprisionado.  A trilha sonora ajuda a compor esses momentos, com composições muitas vezes dissonantes e que imprimem a força necessária às cenas. A fotografia, excelente, valoriza cada ato, cada ação e expressão dos envolvidos na trama.

Crítica | Resenha do filme O Mestre (The Master - 2012)

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O Mestre é um exercício bem sucedido de interpretação de contrates e dualidade. É complexo e gera várias interpretações para inúmeros simbolismos. Dependendo do estado de espírito de quem assiste, pode ser um drama, um estudo de personalidades, uma apresentação à uma filosofia ou até mesmo uma proposta de como iniciar (ou não) um culto. Mas, acima de tudo, mostra que alguns homens não podem ser salvos por uma fantasia religiosa, mesmo que queiram muito.

Ficha técnica:
Diretor: Paul Thomas Anderson
Elenco: Amy Adams, Philip Seymour Hoffman, Joaquin Phoenix, Laura Dern, Jesse Plemons, Rami Malek, Jillian Bell, Kevin J. O’Connor, W. Earl Brown, Lena Endre, Fiona Dourif, Ambyr Childers, Joshua Close, Darren Le Gallo, Madisen Beaty, Katie Boland, David Warshofsky, Josh Fadem, Bill Blair, Mimi Cozzens, Barlow Jacobs, Jill Andre, Aaron Farb, Kevin J. Walsh, Martin Dew, Dan Brown, Franklin Ruehl, Jennifer Neala Page, Matthew Skomo, Brendan Norman, Brian Fong, Mike Howard, Lourdes Nadres, James Barbour, Frank Bettag, Steve Chapman, Ken Venzke, Jesse Soares, Joe Foley, Terry Lane, Harold Rudolph, Scott J. Allen, Nicholas Cederlind, Paul Yeatman, Christine Ames, Robert Amico, Brian Bell, Matt Bingham, Denis Boulankine, Phillip Caires, Jonathan Carr, Cabran E. Chamberlain, Liz Clare, Aaron B.W. Collins, Nick Corvello, Zachary Culbertson, Thomas Dalby, Andy Dale, Sommer Fehmel, Ariel Felix, Jasmine Fletcher, Shannon Freyer, Martin Gagen, Kerry Goodwin, David Alan Hodges, Baily Hopkins, Courtney Howard, Brian Jagger, Jeffrey W. Jenkins, Christina Jo’Leigh, Mari Kearney, Brittany Kilcoyne McGregor, Sarah Klaren, Veronika Kurshinskaya, Fernando Lara, Mark Lavell, Paul Loverde, Josh Margulies, Carl Marino, John Mawson, Ray Medved, Jesse Muick, Rene NapoliStephane Nicoli, Andrew Nitzke, Jefferson Nogueira, Montgomery Paulsen, Allen Pontes, Heather Power, Jonathan Retamoza-Davila, Alexandra Tejeda Rieloff, Mark Roman, Vanessa Ross, Timothy D. Rossi, Dylan Saccoccio, Andrew Schlessinger, Joseph R Scott, Bradley E. Smith, Arne Starr, Thomas W. Stewart, Kellog Stover, Michael A. Templeton, John H. Tobin, Ian Trottier, Vladimir Velasco, Bryan Westfall, Grey Wolf
Produção: Paul Thomas Anderson, Megan Ellison, Daniel Lupi, JoAnne Sellar
Roteiro: Paul Thomas Anderson
Fotografia: Mihai Malaimare Jr.
Trilha Sonora: Jonny Greenwood
Duração: 138 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Drama
Distribuidora: Paris Filmes
Estúdio: Annapurna Pictures / Ghoulardi Film Company
Classificação: 14 anos
Site oficial: www.themasterfilm.com 
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Cartaz do filme O Mestre (The Master – 2012)

Crítica | Resenha do filme O Mestre (The Master – 2012)

Crítica | Resenha do filme O Mestre (The Master – 2012) – Muitos esperavam que o filme O Mestre fosse um  filme-denúncia, ou pelo menos que questionasse a cientologia, o famoso culto que encontrou em Hollywood o local ideal para sua difusão, e que tem Tom Cruise como seu maior porta-voz. Mas o longa se mostra mais um …

Nossas Notas

Direção - 9
Atores - 9
Roteiro - 8
Fotografia - 8
Efeitos especiais / Maquiagem - 8

8.4

Bom filme

Resumo: O Mestre é um exercício bem sucedido de interpretação de contrates e dualidade. É complexo e gera várias interpretações para inúmeros simbolismos.

Dê sua nota: Be the first one !
8

Sobre Leo Araújo

As palavras dos profetas estão escritas nas paredes do metrô e nos corredores das casas... E as artes estão impressas nas cores, sons e pessoas dos lugares por onde andei.

9 comentários

  1. Esse filme é interessante. Cada personagem foi muito bem interpretado pelos atores, cada pico de emoção foi muito bem marcado.

  2. EU ACABEI DE ASSISTIR AO FILME O MESTRE E FIQUEI MARAVILHADA COM AS ATUAÇÕES VISCERAIS DO TRIO DE ATORES PRINCIPAIS, PORÉM ACHEI QUE FOI O FILME MAIS FRACO DE PTA SE COMPARADO COM SANGUE NEGRO OU BOOGIE NIGHTS…O TEMA NÃO ME ATRAIU MUITO E A NARRATIVA FOI MUITO LENTA.
    AINDA BEM QUE O GRANDE ATOR JOAQUIM PHOENIX NÃO SE APOSENTOU DAS TELONAS, POIS ELE É UM GRANDE ATOR. SEU ÚLTIMO FILME FOI O EXCELENTE AMANTES.

  3. EU ACABEI DE ASSISTIR AO FILME O MESTRE E FIQUEI MARAVILHADA COM AS ATUAÇÕES DO TRIO PRINCIPAL DE ATORES. SÓ ACHE A NARRATIVA MUITO LENTA E O ENREDO MEIO DESINTERESSANTE SE COMPARADO A SANGUE NEGRO E BOOGIE NIGHTS DO MESMO DIRETOR.
    ESPERO QUE O GRANDE ATOR JOAQUIM PHOENIX NÃO SE APOSENTE DEFINITIVAMENTE DAS TELONAS, POIS ELE CONFERE CONTEÚDO A TUDO O QUE SE PROPÕE A FAZER.

  4. Assisti e, como a maioria, achei o trio de atores maravilhosos, mas o filme parece ter tido um resultado truncado. Ele ganha pontos ao não defender nem condenar a religião, mas ele parece não ter uma mensagem. Muito se falou dos simbolismos e da parte filosófica do filme, mas não sei se fui que não compreendi, mas não achei nada disso tão inteligente assim. É um filme que desvenda os bastidores da “ceita” e traz perguntas como “ele acredita no que diz?”, “será isso possível de ser real?”, “ele pode ou deve ser curado?”, “essa ‘aproximação’ de deus é certo?”, mas acho que, no fim das contas, o longa nem responde, nem dar argumentos para o espectador tentar resolver. Admiro muito filmes subjetivos, simbolicos e misteriosos, como “Holy Motors” e “O Som Ao Redor”, mas esse Mestre não pareceu grande coisa, afinal, parece que há um grande tesouro na história, mas não se consegue achar ou se quer saber onde ele estar. Como se abordando algo sem resposta, o filme não tivesse que propor nada, algo aposto à “A Árvore da Vida”, que joga perguntas, reflexões e argumentos dos mais amplos e variados. Resumindo: ótimos atores, bela fotografia, direção firme, trilha sonora boa, mas o roteiro me pareceu duvidoso. Ainda assim, vou assistir-lo de novo para saber se mudo de ideia ou acho algo entre naqueles diálogos aparentemente simples.

  5. Um grande fracasso do diretor Paul Thomas Anderson que já nos entregou o excelente “There Wil Be Blood”.

  6. Ora bolas! Emergindo do meu mundo da objetividade, não tenho dúvidas em enunciar, que se trata da estória de 2 psicopatas, tendo como figura centrada emuito bem resolvida,somente a Sra.Peggy. E ademais Cientologia is Bullshit.

  7. Os personagens são fortes, os atores são excelentes, a trilha é espetacular, a trama é interessante, mas… acaba prejudicada pelo surpreendente excesso de pompa impressa pela narrativa de Paul Thomas Anderson. Saudades de Boogie Nights…

  8. Denso, mas gostei. Uma seita bem complexa, da qual não se falam quase nada, ou seja, não é popular. Assisti porque pensei que o filme centraria na cientologia, mas na verdade centrou mais nos dramas do Fred Quell e no interesse pessoal do Mestre que o faz de cobaia do seu método. O Joaquim Phoenix dá um show de representação!Não sei se eu o recomendaria.

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