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Crítica | Resenha do filme Serra Pelada
Uma história de corrupção e amizade no interior do Brasil

Crítica | Resenha do filme Serra Pelada

Crítica | Resenha do filme Serra Pelada. Nos anos 80, Juliano (Juliano Cazarré) e Joaquim (Júlio Andrade), são grandes amigos que, ao saberem da descoberta de ouro e riqueza em Serra Pelada, abandonam tudo e partem para o maior garimpo a céu aberto do mundo, localizado no estado do Pará. Era a oportunidade de mudar radicalmente …

Nossas Notas

Direção
Atores
Fotografia / Cenografia
Efeitos especiais / maquiagem / som

Muito bom

Resumo: Serra Pelada é um filme forte, envolvente e impactante.

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75

Crítica | Resenha do filme Serra Pelada. Nos anos 80, Juliano (Juliano Cazarré) e Joaquim (Júlio Andrade), são grandes amigos que, ao saberem da descoberta de ouro e riqueza em Serra Pelada, abandonam tudo e partem para o maior garimpo a céu aberto do mundo, localizado no estado do Pará. Era a oportunidade de mudar radicalmente de vida, por isso deixam família e a vida em São Paulo em busca do sonho do ouro.

Ao chegarem no meio da Floresta Amazônica, percebem que seus sonhos são compartilhados por milhares de pessoas e o garimpo aos poucos muda Juliano e Joaquim através da obsessão por riqueza e poder. Em pouco tempo Juliano se transforma num verdadeiro gângster, enquanto Joaquim pouco a pouco vai abandonando vários de seus valores e ideais.

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Cena do filme, com Juliano Cazarré e Júlio Andrade

Impressionante. Essa é a melhor definição para um filme que traz orgulho para o cinema nacional. Uma obra grandiosa, que obteve um orçamento de R$ 10.5 milhões, contando com uma equipe com mais de 300 profissionais, 89 atores no elenco de apoio e mais de 1600 figurantes. Além disso o filme marca a estreia de Wagner Moura como produtor. Mas mesmo com esses números, a filmagem foi concluída no curto tempo de 5 semanas e meia. Originalmente o longa seria protagonizado por Wagner Moura e Daniel de Oliveira, mas como houve um adiamento do início das filmagens, os dois atores tiveram que abandonar seus papéis. Porém Wagner Moura conseguiu  papel de Lindo Rico. E surpreende com trejeitos em mais uma ótima interpretação.

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Sophie Charlotte surpreende em seu primeiro longa-metragem. A seu lado o ator Matheus Nachtergaele.

A forma com que a história é contada, através da narração dos protagonistas, facilita a absorção do conteúdo e da realidade daquela época. Seria simplista afirmar que toda história com um narrador é para agradar aqueles sem conhecimento ou leigos. A narração auxilia quem não acompanhou aquela época a se situar. Mas, além da história, a performance dos atores é admirável. Juliano Cazarré e Júlio Andrade arrebentam em suas atuações. Mas quem fez muito bonito foi a atriz Sophie Charlotte, que debutou no cinema no papel de Teresa.

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Júlio Andrade e Juliano Cazarré em cena do filme

Direção:
É fato que o diretor Heitor Dhalia fez uso de várias referências no filme. De O Poderoso Chefão a Bons Companheiros. Mas isso é louvável. Bons exemplos estão aí para serem usados e seguidos. É visível a mão do diretor, principalmente quando havia uma multidão de atores e figurantes. E uma boa maneira de avaliarmos a qualidade da direção de um filme é na atuação dos atores.

Atores:
O filme já inicia com uma ótima cena em um close no ator Juliano Cazarré. Eu fiz teatro por muitos anos (é sério!) e uma das expressões mais difíceis de se reproduzir é o vazio. E o ator fez muito bem. Todo o restante do elenco estava muito à vontade e entregue a seus papéis. É gratificante quando vemos uma produção nacional com tamanha qualidade no elenco.

Fotografia / Cenografia:
Foi realizado uma ótima reconstituição da época. Do figurino ao cenário, passando por cores, carros e mobiliário, tudo respirava os anos 80. Há de se destacar também o belo trabalho com as cores, que ia do monocromático nas cenas no garimpo à cores fortes e saturadas quando estavam nas boates e bares da cidade vizinha.

Efeitos especiais / maquiagem / som:
Todo o mundo estava com uma cara oitentista. As barbas, cortes de cabelo, a pele gordurosa do suor seco ao vento e as marcas de cansaço. As cenas de época foram muito bem inseridas no contexto. A trilha sonora, repleta de forrós e sucessos do brega da década de 70 e 80, ajudou na imersão naquela época.

Resumo:
Serra Pelada é um filme forte, envolvente e impactante. Com uma história envolvente que choca quando percebemos que houveram muitos Julianos e Joaquims em Serra Pelada. Pouquíssimos conseguiram fortuna, muitos outros somente alcançaram a destruição, seja nos vícios ou na violência que predominavam naquelas terras.

Sinopse do filme Serra Pelada:  Juliano (Juliano Cazarré) e Joaquim (Júlio Andrade) são grandes amigos que ficam empolgados ao tomar conhecimento de Serra Pelada, o maior garimpo a céu aberto do mundo, localizado no estado do Pará. A dupla resolve deixar São Paulo e partir para o local, sonhando com a riqueza. Só que, pouco após chegarem, tudo muda na vida deles: Juliano se torna um gângster, enquanto que Joaquim deixa para trás os valores que sempre prezou.

Ficha técnica do filme Serra Pelada:
Ano: 2013
Duração: 100 minutos
Gênero: Drama
Direção: Heitor Dhalia
Roteiro: Heitor Dhalia, Vera Egito
Elenco: Juliano Cazarré, Júlio Andrade, Matheus Nachtergaele, Sophie Charlotte, Wagner Moura
Produção: Heitor Dhalia, Tatiana Quintella
Fotografia: Ricardo Della Rosa
Site: www.facebook.com/serrapeladaofilme

Crítica | Resenha do filme Serra Pelada

Cartaz do filme Serra Pelada

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Sobre Leo Araújo

As palavras dos profetas estão escritas nas paredes do metrô e nos corredores das casas... E as artes estão impressas nas cores, sons e pessoas dos lugares por onde andei.

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