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Crítica | Resenha do filme Gravidade
No filme apreciamos a beleza da fragilidade humana, mas também sua tenacidade.

Crítica | Resenha do filme Gravidade

Crítica | Resenha do filme Gravidade, com Sandra Bullock e George Clooney. Lindo, emocionante, arrebatador. Essas são algumas características que ficaram impressas em meu cérebro após assistir ao filme do diretor Alfonso Cuarón. Uma produção com fotografia e efeitos especiais que não apenas impressionam ou surpreendem, mas que emocionam ao nos mostrar que tudo foi feito …

Nossas Notas

Direção
Atores
Fotografia / Cenografia
Efeitos especiais / maquiagem / som

Ótimo

Resumo: Gravidade é um deleite como filme e como arte.

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100

Crítica | Resenha do filme Gravidade, com Sandra Bullock e George Clooney. Lindo, emocionante, arrebatador. Essas são algumas características que ficaram impressas em meu cérebro após assistir ao filme do diretor Alfonso Cuarón. Uma produção com fotografia e efeitos especiais que não apenas impressionam ou surpreendem, mas que emocionam ao nos mostrar que tudo foi feito com tanto cuidado. Os inúmeros e longos planos-sequências beiram a perfeição.

Durante uma atividade rotineira de reparo do telescópio espacial Hubble ocorre um acidente, deixando deixando dois astronautas completamente sozinhos, dependendo um do outro em um ambiente de total escuridão. O silêncio ensurdecedor confirma que eles perderam qualquer ligação com a Terra e qualquer chance de resgate. Conforme o medo vai se tornando em pânico, o oxigênio que resta vai sendo consumido desesperadamente. E, provavelmente, o único jeito de ir para casa seja encarar a imensidão assustadora do espaço.

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Um visual arrebatador, em planos-sequencia de tirar o fôlego

Afirmar que o filme é apenas uma ficção científica é deixar de lado muitos elementos importantes. Ele é um estudo de personagem, onde a apresentação e construção emotiva e das ações da doutora Ryan Stone são fundamentadas e muito bem estruturadas. Nada nos diálogos é gratuito, nenhum comportamento é infundado. A Dra. Stone não é uma heroína. Ela é uma insegura novata, que lida com os efeitos no corpo da falta de gravidade e parece que mal sabe o que tá fazendo. E o filme também é um exercício de metáforas, onde as limitações da doutora, físicas ou emocionais, nos remetem às nossas próprias. Isso é o resultado de um personagem bem construído.

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Somo um “pálido ponto azul”, mas somos tenazes. Essa é a lição de Gravidade

Carl Sagan, em seu famoso texto “Pálido Ponto Azul”, expressou a fragilidade e a pequenez da Terra e do ser humano diante do imenso e infinito universo. O astrônomo explanava a nossa percepção diante do vasto vazio que se encontra além de nossa atmosfera, em um discurso inebriado em uma conferência em 11 de Maio de 1966. E é essa nossa insignificância e pequeneza que são tão bem retratadas no filme, através de lágrimas na ausência de gravidade.

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Sandra Bullock está muito bem no filme. Vale uma indicação ao Oscar

Direção:
Alfonso Cuarón  (Filhos da Esperança), demonstra todo o seu virtuosismo técnico em cenas de tirar o fôlego. O suspense criado pelo diretor, aliado a cenas impressionantes são de nos deixar na ponta da cadeira. Cuarón utiliza a câmera de modo inteligente, quando, por exemplo, filma o rosto da personagem e então se afasta, saindo de dentro do capacete e se distanciando ainda mais, quando vemos apenas o seu corpo girando no espaço, desaparecendo em meio àquela escuridão. Perfeito.

Atores:
Gravidade é um filme de três atores. George Clonney, como o experiente astronauta Matthew Kowalsky, um segundo astronauta vivido por Paul Sharma e a doutora Ryan Stone, interpretada por Sandra Bullock. George Clonney está muito seguro como o contemplativo tenente. Mas o destaque, obviamente, fica com Bullock. Um ótimo trabalho da atriz. Irretocável nos momentos de desespero, quando a “memória muscular” a faz continuar prosseguindo, como aprendeu no treinamento. Ela grita, luta, se machuca, mas então se concentra e tenta sair daquela situação. E isso é crível pela perfeita atuação da atriz.

Fotografia / Cenografia:
Magnífica, tocante, impressionante. A fotografia do filme é irrepreensível em toda a sua complexidade. Tudo é crível. A direção de arte de Emmanuel Lubezki, que trabalhou no filme A Árvore da Vida, deixa claro todo o cuidado na recriação de ônibus e estações espaciais, trajes e outros detalhes, enquanto a direção de fotografia faz um trabalho árduo com a iluminação, tendo em conta o nascer do Sol, o reflexo da Terra no capacete, entre outros.

Efeitos especiais / maquiagem / som:
O 3D do filme não está lá apenas para impactar. A técnica faz parte da narrativa e da construção da história. Quase todo o filme foi criado em computação gráfica, em um trabalho muito bem executado. O som é destaque, ao variar entre uma música incidental pontual e sons ambientes que tem razão de estarem lá. Um trabalho primoroso.

Resumo:
Filme do ano. Não apenas pelo visal, mas também pelo roteiro muito bem escrito e por uma interpretação impecável de Sandra Bullock. Gravidade é um belíssimo  filme com uma história simples, mas bem escrita e conduzida através de um ótimo trabalho de câmera e som, levando-nos à jornada de pessoas que lutam para voltar para casa, para a Terra, para o nosso pequeno e pálido ponto azul.

Sinopse do filme Gravidade (Gravity): Ryan Stone (Sandra Bullock) está em sua primeira missão espacial ao lado do astronauta veterano Matt Kowalsky (George Clooney), que se despede da função neste último voo. Mas durante um passeio espacial aparentemente rotineiro, um acidente ameaça a vida dos passageiros, que têm sua nave destruída. Absolutamente sozinhos no espaço, Stone e Kowalsky são obrigados a lutar lado a lado para sobreviver em um ambiente de total escuridão.
Ficha técnica do filme Gravidade (Gravity):
Gênero: Ficção Científica
Direção: Alfonso Cuarón
Roteiro: Alfonso Cuarón, Jonás Cuarón, Rodrigo García
Elenco: Basher Savage, Eric Michels, George Clooney, Sandra Bullock
Produção: Alfonso Cuarón, David Heyman
Fotografia: Emmanuel Lubezki
Montador: Alfonso Cuarón, Mark Sanger
Trilha Sonora: Steven Price
Site: gravitymovie.warnerbros.com

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Poster do filme

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Sobre Leo Araújo

As palavras dos profetas estão escritas nas paredes do metrô e nos corredores das casas... E as artes estão impressas nas cores, sons e pessoas dos lugares por onde andei.

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