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Crítica | Resenha do filme Noé – Noah

Crítica | Resenha do filme Noé – Noah

Crítica | Resenha do filme Noé – Noah. Nóe (Russell Crowe) é um dos últimos descendentes de Set, filho de Adão. Consciente de se papel de zelar pelo antigo Jardim do Éden e de seus animais, Noé segue um caminho de respeito pelos seres vivos e pela natureza, e cria seus filhos nesta filosofia. Quando então …

Nossas Notas

Direção
Atores
Fotografia / Cenografia
Efeitos especiais / maquiagem / som

Muito bom

Resumo: É um bom filme catástrofe, com um bom drama, mas sem heróis.

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85

Crítica | Resenha do filme Noé – Noah. Nóe (Russell Crowe) é um dos últimos descendentes de Set, filho de Adão. Consciente de se papel de zelar pelo antigo Jardim do Éden e de seus animais, Noé segue um caminho de respeito pelos seres vivos e pela natureza, e cria seus filhos nesta filosofia. Quando então ele recebe visões de Deus que lhe mostram que o mundo corrompido pela ganância do homem chegará ao fim.

Noé junta então sua família e aliados para construir uma arca a fim de salvar os animais e, assim, reconstruir o Jardim do Éden, porém em uma versão sem o homem presente.

Crítica | Resenha do filme Noé - Noah

Ecologia, fundamentalismo religioso, criacionismo e evolução se mesclam na história contada pelo diretor Darren Aronofsky (Fonte da Vida). Mas aqui ele apresenta o desenvolvimento da história e do personagem de maneira não convencional. O Noé de Aronofsky não segue a “jornada do herói” como se vê em blockbusters atuais. Ele não é nem mesmo um herói. Durante o filme ele é confrontado e questionado em vários momentos. Se torna cruel, pragmático e obstinado a seguir as “ordens” de Deus a todo custo, mesmo que isso lhe custe sua família.

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É claro que o filme não é uma narração transcrita exatamente das páginas da bíblia. Existem diferenças, e muitas. Mas meu papel aqui é lembrá-los que este filme é uma obra de arte. E, assim como qualquer outra, requer assimilação e interpretação de seu significado. O longa Noé não retrata uma verdade absoluta e nem mesmo se propõe a isso. O filme é, antes de qualquer coisa, um filme catástrofe com temática ambientalista que apenas toma emprestado a história do construtor da arca bíblica (existem outras arcas, outros dilúvios em outras religiões também. Google it).

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Um detalhe que pode ter passado despercebido, é que você não reconhece nenhum animal presente, seja na arca ou fora dela. É como se Darren Aronofsky tentasse juntar fundamentalismo religioso e evolucionismo em um mesmo barco (ok, não resisti). Os animais evoluirão, a natureza será totalmente transformada depois do dilúvio. Há uma cena que deixa isso ainda mais esclarecido: Noé, já dentro da arca, conta uma “história” para a família utilizando-se de cenas que lembram o seriado Cosmos. Ali fica claro a visão da criação proposta. Não são dias de 24 horas que se passam durante a criação, mas dias de milhões de anos de duração.

E é disto que o filme Noé se trata: a raça humana evoluiu em qual direção? Onde foi que nos perdemos? Fica a pergunta no ar.

Atores:
Russell Crowe, sempre competente, está bem na pele de Noé. A única queixa que faço é a falta de desenvolvimento dele quando o personagem se torna fundamentalista. O confronto interno poderia ter sido mais explorado. Ray Winstone, Jennifer Connelly (sempre linda) não deixam a desejar. Pena que não podemos dizer o mesmo de Emma Watson. Podemos perceber o esforço da direção em dar a profundidade dramática às cenas da atriz, mas a impressão que fica é que Emma escorrega em alguns momentos, e isso é uma pena. Quanto aos filhos de Noé, qualquer ator mediano faria aquele serviço.

Direção:
Um ótimo trabalho de direção, seja de construção de cena ou com os atores. Darren Aronofsky nasceu judeu, passou por grandes questionamentos e hoje se diz ateu. Em certo momento o judaísmo, religião que difere do Cristianismo, entre outras coisas, pela disposição em questionar o “salto de fé”, o fez perguntar sobre o que realmente importa, com um olhar externo de quem cresceu nutrindo a dúvida, embora o moralismo em alguns de seus filmes não deixe de ser um substituto aos dogmas religiosos.

Fotografia / Cenografia:
O ponto alto do filme. Matthew Libatique explora cada momento, cada luz, paisagem, cor e ambiente para criar o mundo deteriorado pela ganância humana. Libatique, que foi responsável pela fotografia de filmes que tem esse elemento muito bem realizado como Réquiem para um Sonho, A Fonte da Vida e Cisne Negro, compõe a melhor ambientação do ano em um filme, até aqui.

Efeitos especiais / maquiagem / som:
A Arca, com seus cenários interiores e exteriores, foi montada em um set de filmagens, para que pudessem controlar a iluminação e, principalmente, dar mais realidade à sujeira, lama e materiais usados na construção da arca. Isso facilitou imensamente a gravação e a pós-produção, com os efeitos especiais. Aliás, os efeitos são muito bem feitos, embora fiquem às vezes escondidos em alguns momentos na pouca luz. Já o som ambiente faz um bom trabalho, assim como a trilha sonora.

Resumo:
Noé (Noah) moderniza e estiliza o conto bíblico, mas mantém sua própria identidade, seja filosófica, religiosa ou visual. É um bom filme catástrofe, com um bom drama, mas sem heróis.

Sinopse do filme Noé (Noah): Noé vive com a esposa Naameh e os filhos Sem, Cam e Jafé em uma terra desolada, onde os homens perseguem e matam uns aos outros. Um dia, Noé recebe uma mensagem do Criador de que deve encontrar Matusalém. Durante o percurso ele acaba salvando a vida da jovem Ila, que tem um ferimento grave na barriga. Ao encontrar Matusalém, Noé descobre que ele tem a tarefa de construir uma imensa arca, que abrigará os animais durante um dilúvio que acabará com a vida na Terra, de forma a que a visão do Criador possa ser, enfim, resgatada.

Ficha técnica do filme Noé (Noah):
Ano: 2014
Duração: 138 minutos
Gênero: Drama
Direção: Darren Aronofsky
Roteiro: Ari Handel, Darren Aronofsky
Elenco: Anne Bergstedt Jordanova, Anthony Hopkins, Ariane Rinehart, Barry Sloane, Dakota Goyo, Douglas Booth, Emma Watson, Finn Wittrock, Frank Langella, Jennifer Connelly, Kevin Durand, Logan Lerman, Madison Davenport, Mark Margolis, Marton Csokas, Nick Nolte, Ray Winstone, Russell Crowe, Sami Gayle, Saoirse Ronan
Produção: Darren Aronofsky, Mary Parent, Scott Franklin
Fotografia: Matthew Libatique
Site: www.noeofilme.com.br.

Crítica | Resenha do filme Noé - Noah

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Sobre Leo Araújo

As palavras dos profetas estão escritas nas paredes do metrô e nos corredores das casas... E as artes estão impressas nas cores, sons e pessoas dos lugares por onde andei.

3 comentários

  1. Antes de assistir esse filme leia a Bíblia antes e depois Apocalipse capítulo 22 versículo 18 ao 19

  2. Antes de assistir esse filme leia a Bíblia antes e depois Apocalipse capítulo 22 versículo 18 ao 19

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